As dez piores epidemias do mundo
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Cólera
As pessoas da Índia sempre conviveram com os perigos da cólera, mas somente após o século 19 o resto do mundo conheceu essa doença. Durante esse período, os navios mercantes exportavam acidentalmente o vírus mortal para cidades da China, do Japão, da África do Norte, do Oriente Médio e da Europa. Seguiram-se seis pandemias de cólera que mataram milhões de pessoas.

Um pai carrega o filho doente durante o surto de cólera, em 1994. Esse surto tirou milhares de vidas em Goma, Zaire, depois que um milhão de pessoas fugiram da guerra em Ruanda.
A cólera é causada por uma bactéria intestinal chamada Vibrio cholerae. As infecções geralmente são moderadas. Cerca de 5% das pessoas que contraem a doença apresentam vômito, diarréia e cãimbras fortes nas pernas – sintomas que levam rapidamente à desidratação grave e à queda acentuada da pressão arterial. Pode-se contrair a bactéria através de contato físico direto com pessoa contaminada, mas a cólera se propaga principalmente pela água e pelos alimentos contaminados.
Devido às condições duras e miseráveis das principais cidades da Europa durante a revolução industrial no início do século 19, a cólera novamente se propagou. Os médicos exigiam condições de vida melhores e mais sistemas de esgoto sanitário, achando que o “ar ruim” era o responsável pela epidemia. Essa medida ajudou bastante, mas foi somente depois que a doença foi associada à água contaminada que a quantidade de casos diminuiu consideravelmente.
Durante décadas, a cólera foi esquecida – parecia ser apenas uma doença do século 17, derrotada pelas melhorias no saneamento e na medicina. No entanto, uma nova cepa da cólera surgiu em 1961, na Indonésia, tendo se espalhado para boa parte do mundo. A pandemia resultante continua até hoje. Em 1991, a cólera debilitou cerca de 300 mil pessoas e matou 4 mil [fonte: Yount].
Como a AIDS é notícia com freqüência, a doença acabou inspirando muitos filmes, peças, programas de TV e livros premiados. Conheça na próxima página essa doença incurável.















Sou enfermeira e adorei este artigo, muito rico, indiquei para várias amigas minhas.
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